Mestres Iniciadores Externos
Os Guias Invisíveis e seus trabalhos
Conheça mais sobre os hierarcas que, com imensa
paciência, amor e dedicação por nós, acompanham
nossa caminhada no planeta, atentos aos nossos
passos, ações e motivações, visando ao nosso
aperfeiçoamento espiritual.
Desde a instauração da Suddha Dharma Mandalam em
nosso mundo, maravilhosos seres executam o Divino
trabalho de Sri Bhagavan Narayana. Estes excelsos
Mestres (Gurus), com seu imenso amor por nós,
trabalham incansavelmente, para que possamos
progredir através de um caminho onde os
conhecimentos adquiridos, nos levarão algum dia a
contemplar a luz da sabedoria eterna. Os Mestres
Iniciáticos externos se chamam Vyasas, Rishis,
Siddhas, Mahatmas, Hamsas, Manus, etc, nomes com os
quais se designa o oficio que estes seres executam.
No ocidente estes nomes são conhecidos como Anjos,
Arcanjos, Serafins, Querubins, Potestades, etc., ou
ainda Mestres dos Sete Raios. Uns trabalham
diretamente conectados ao mundo, outros trabalham
desde o plano mais sutil, mas cada um com as
faculdades necessárias e sempre dispostas a realizar
sua tarefa coordenadamente em beneficio da
humanidade, de acordo com as circunstâncias de tempo
e lugar. Então vejamos qual é o nobre trabalho
destes grandes seres:
Etimologicamente a palavra Vyasa se refere a quem
mantem a ciência do Yoga Brahma Vydia (Fraternidade
Branca Universal) através de análise. Um Vyasa
executa seu trabalho altruísta de acordo com a
natureza do país, da época e ao seu gonglomerado
humano, e tudo isto é designado por Sri Bhagavan
Narayana (Dirigente oculto de um Planeta). Eles são
e agem como Governantes Espirituais de um país,
trabalhando desde uma posição imperceptível para o
comum dos seres humano, devido a sua alta evolução e
espiritualidade. Yoguis, Siddhas, Mahatmas ou
Maharishis pode assumir este oficio de Vyasa quando
o senhor dirigente deste mundo (Narayana), assim o
determina.
Vou acrescentar a estas informações, que, nos
Puranas, que são escrituras Sagradas que nos parecem
ter sido compostas para um entendimento mais claro
dos Vedas (escrituras mais antigas ainda), para um
povo de pouca instrução espiritual, aparecem
narrações e lendas dos Deuses e nestas lendas se
menciona a existência de 28 Vyasas que em varias
épocas, desceram a terra para promulgar as verdades
védicas.
Destes Vyasas alguns foram autores dos escritos em
que se narram as epopéias do Ramayana (historia do
Maha Avatar Rama), e do Mahabarata, outros Vyasas
expõem a ciência do verdadeiro e Supremo Yoga, ainda
outros instruem a cerca das grandes ciências e artes
existentes no mundo e ainda outros Vyasas são
expositores da grande ciência da filosofia da vida.
Estes seres seguem trabalhando no plano sutil e
podemos dizer que e são dotados de paramátmica e
fulgência, quer dizer suas formas possuem o
resplendor do deus manifestado (Deus Planetário), é
daí que a energia divina é o que os impulsiona e
ativa seus trabalhos em prol da humanidade,
executando os seus ofícios sem nenhum impedimento,
livres impulsionados pela ideação pura tendo o
conhecimento total da origem da cosmogêneses, das
leis que governam a evolução, da involução e seu
múltiplo e unitário processo de vida, dizemos
normalmente que eles são ao mesmo tempo Humanos e
Divinos.
RISHIS
Com respeito aos Rishis seu nome significa “A
Faculdade de Possuir a Visão Oculta”, mediante a
qual eles percebem as tábuas akáshicas (memória
cósmica), onde estão escritos todos os sons
relacionados com os Mantras Sagrados (Mahavakhyas),
inspirados pelos grandes Mestres ou Hierarcas da
terra e gravados durante sua presença e encarnações
divinas quando vem a trabalhar pelo progresso da
humanidade (Avataras). Estes sublimes seres se
distinguem por seu vasto saber e apesar de já terem
completado sua evolução, permanecem trabalhando pela
humanidade desde os mais altos planos sutis, mas
sempre em contato com a humanidade. Estes seres
trabalham pelo mundo de acordo com uma classificação
determinada; é assim que existem os Maharishis, os
Brahmarishis, os Paramarishis e os Devarishis ou
Jathas.
Os primeiros desta ordem, os Maharishis se
caracterizam por possuir o poder sobre a bendição e
a maldição de acordo com as necessidades do dharma
(lei), sendo eruditos no Ashtra–Yoga, ou seja, a
ciência das pedras místicas, que são certas pedras
preciosas com poderes ocultos.
Os segundos, os Brahmarishis, estão encarregados de
propagar todos os conhecimentos existentes, sendo
eles muito versados e sábios nestes mesmos
conhecimentos. Seu trabalho pela humanidade leva o
título de Samnyasa e Tyaga, ou seja, são
renunciantes ao fruto de suas ações, as quais são
inteiramente dedicadas a Divindade.
A terceira categoria os Paramarishis, se
caracterizam pelo conhecimento da ciência sintética
do Absoluto (Suddha Dharma Mandalam), sendo eles
mesmos adeptos da prática da Suddha Yoga e
instrutores da Yoga Brahma Vydia (Suddha Dharma
Mandalam), plenos de grande compaixão e de uma
austeridade perfeita para poder trabalhar pelo
progresso do mundo.
Os Devarishis, quartos nesta ordem, estão
estreitamente relacionados com o governo dos mundos,
iluminando-os com sua Divina Luz; também podem ser
reconhecidos com o nome de Jathas.
SIDDHAS
Com relação aos Siddhas, eles são de categoria dos
adeptos e desempenham seu trabalho no Plano Mental e
no Plano Mahat, de onde podem realizar a Divindade
em seu aspecto Onipresente.
Ao possuir o dom do total conhecimento e praticando
a total devoção, eles realizam todas as excelências
no processo do mundo, sendo dotados com a graça da
longevidade, podendo assim desempenhar seu
maravilhoso trabalho até quando eles acharem
necessário.
Estes Seres Divinos da ordem dos Siddhas são
conhecidos também com o nome de Maharattas e estão
dotados de grandes faculdades, por exemplo, o
conhecimento do tempo em suas três fases, quero
dizer, presente passado e futuro; também dotados do
conhecimento da linguagem de todas as criaturas
existentes; também dotados da capacidade de viajar a
velocidades incríveis de um mundo ao outro em forma
consciente, movendo-se de maneira ininterrupta
nestes espaços. Possuem a faculdade de ler o
pensamento, de perceber os Karmas (ações), Karmas
puros ou impuros dos Seres Humano, conhecer a
história de origem de todas as criaturas viventes
neste mundo visível e invisível, habitar os corpos
de outros seres para cumprir missões especificas,
possuir o conhecimento de todas as filosofias,
ciências e artes, permanecendo sempre em comunhão
com a Divindade entronizada em seu coração.
Estes grandes Siddhas podem se classificar em quatro
ordens:
1-
Deva Siddhas
2-
Charana Siddhas
3-
Datta Siddhas
4-
Kanya Siddhas
A ordem dos Deva Siddhas estão sempre em companhia
dos Mahatmas e estão dotados com a realização de
Beatitude yóguica, seus corpos são invulneráveis a
todo tipo de arma e também ao fogo.Em suas
meditações se diz que a Divindade se manifesta em
seu próprio coração.
A ordem dos Charana Siddhas tem esse nome por seu
trabalho que consiste em proteger e propagar a
Suddha Dharma e o Bhagavat Dharma, para o bem estar
dos mundos de onde eles assumem seu trabalho
utilizando diversos corpos.
A ordem Datta Siddhas geralmente são dos seres que
residem em montanhas solitárias e seu trabalho é de
transportar os Yoguis, Maharishis, e Mahatmas
através dos diferentes mundos sempre orientados por
Sri Bhagavan Narayana (Diretor Planetário), para a
sustentação do Sanatana Dharma (Lei Eterna).
Enquanto a quarta ordem os Kanya Siddhas, permanecem
invisíveis conferindo as iniciações Suddhas aos
Dasas (dasas = alunos já consagrados ou inciciados
na Suddha Dharma Mandalam), os quais obtêm mediante
essa graça, excelências materiais e espirituais.
SIDDHAS NAYAKAS
Não devemos confundir esta ordem de Siddhas com a
dos Siddhas-Nayakas, os quais assessoram aos
primeiros do trabalho pela humanidade.
Estes denominados Siddhas Nayakas se constituem de
trinta e dois seres e sua constituição é sutil,
composta de ar e fogo, é do tamanho do dedo polegar
e podem assumir formas parciais ou totais sem
convenientes de tamanho. Neles predominam os
princípios feminino e masculino.
Estes trinta e dois Siddhas Nayakas se subdividem em
seis grupos de acordo com a tarefa que desempenham;
o primeiro grupo de seis, esta subordinada as ordens
diretas se Sri Narayana, e são conhecidos
coletivamente como Vajradevas e Muktadevas (ou
Yedhamanas). São permanentes seguidores do caminho
do Yoga e se caracterizam por fazer uso dos
princípios masculinos e femininos segundo eles o
necessitem para o seu trabalho no mundo, tendo a
sabedoria, à vontade e a atividade como energias
usadas por eles em forma constante. Esta sabedoria,
vontade e ação são características originárias dos
três primeiros Raios da Fraternidade.
Sob as ordens diretas de Sri Yoga Devi se encontram
os Pravaladevas, que em sua condição de dirigentes
familiares, trazem ao mundo filhos com
características Yóguicas. Estes Siddhas podem ser
indistintamente homens ou mulheres do mais elevado
nível espiritual.
O terceiro grupo desses Siddha Yoguis (Viduryadevas)
constituído por cinco Hierarcas, são um meio de
manifestação de Dakshinamurti (Mestre que ajuda a
evolução especifica de algum ser) e estão dotados do
princípio masculino.
O quarto grupo é conhecido coletivamente como
Pushpadevas (Deva-yoguis), seres celebres de
nascimento e permanentes buscadores de Brahman (Deus
Imanifesto). Eles executam sua tarefa dirigida
diretamente pelos Kumaras.
O penúltimo grupo servidores diretos do senhor
Naradeva, é conhecido na literatura Siddha como
Ratnadevas, de princípios masculinos, são
observantes do caminho dos Vanaprashtas, ou seja, os
eremitas, habitantes de templos retirados do mundo.
O sexto e ultimo grupo destes trinta e dois Siddhas
Nayakas, coletivamente conhecidos como Samnyasines,
estão dotados de plena energia e são aqueles que
estão encarregados da promulgação do Suddha yoga, e
possuem a missão que outorga iniciações Suddha em
forma direta.
MAHATMAS
Nos planos superiores a todos esses que já foram
mencionados, se encontram os Mahatmas, ou seja,
grandes almas, que são diferentes dos Siddhas,
seguem seu caminho de progresso sem se deterem em
seu avanço espiritual e sempre trabalhando no bem
estar dos seres.
Em regra gerais esses Hierarcas trabalham em prol da
humanidade usando corpos de matéria Divina, a qual é
sutilíssimo e reluzente. Desses grandes seres
conhecemos quatro ordens:
1-
Pratama
2-
Deva
3-
Brahma
4-
Dharma
As primeiras desta ordem, Pratama, são os devotos de
Paramatma (Supremo Deus), e seu estado de
consciência funciona no plano de yoga (Turiya),
atuando Eles na condição de Samipya (liberação).
A seguinte ordem dos Deva, atuam nos planos formados
por matéria divina, que são os devotos do quinto
aspecto de Deus (Brahman ou Purusha).
A terceira ordem, Brahma, sempre atuantes nos planos
já mencionados, obtém durante sua meditação o
contato com a Divindade com o seu aspecto Cósmico,
Onipresente, e Onipotente. Estes seres servem como
agentes para o trabalho das grandes encarnações que
de tempo em tempo aparecem na humanidade para
ajudarem a sua elevação.
A quarta e ultima classe, Dharma, que também
executam seu trabalho em planos de matéria divina,
resguardam eficientemente a execução dos atos
necessários para o bem estar do mundo que efetua a
Hierarquia Divina.
Dessas quatro classes as três primeiras, ou seja,
Pratama, Deva e Brahma, administrarão as
necessidades da humanidade e trabalham em cooperação
com os Siddhas unicamente e em forma direta, não
sendo visíveis para os homens comuns; A quarta
classe, Dharma, nos faz contatar com seres elevados,
yoguis e sábios que já obtiveram a visão cósmica e
transcendental.
HAMSAS
Nos planos imediatamente superiores habitam os
HAMSAS, cujas funções se relacionam com as Yugas, ou
seja, idades cíclicas as quais variam de acordo com
uma ordem estabelecida pelo Senhor Narayana. Esses
mestres são inspirados diretamente pelo grande
Mestre Chandhabhanu, que é o ser que preside e
dirige os planos Akásicos (memória cósmica).
Desses Hamsas, três presidem o período de Krita Yuga
(idade do ouro ou Satya Yuga), Quatro presidem o
período de Treta Yuga (idade da prata), Cinco
presidem o período do Dwapara Yuga (idade do
bronze), Sete presidem sobre o atual período do Kali
Yuga (idade do ferro).
São esses seres que nutrem o discípulo de uma
semente de iluminação espiritual, quando este mesmo
já alcançou o estado de Samnyasa e Tyaga.
Estes mesmo seres, Hamsas, possuem a faculdade de
vencer a ilusão, porque não estão sujeitos a
continua roda de nascimentos e mortes. Seus corpos
estão constituídos por Suddha Anu (partículas
puríssimas); são magistralmente versados em todas as
ciências e sendo assim são mestres e instrutores na
pratica sutil do Raja-Yoga. Estes mesmo Seres são
adeptos do Brahma Yoga (Suddha Dharma Mandalam), e
de acordo com a necessidade dos tempos, eles tomam
diferentes aparências para expor as ciências e
filosofias básicas.
Os setes Hamsas para este Kali Yuga são: Subramanya,
os quatros Kumaras, o grande Yogui Maitreya, e
Hayagriva, possuindo cada um deles, dez altos yoguis
que trabalham como secretários para cada um deles.
Em relação aos Manus, é seres que ocupam na Grande
Fraternidade Branca, uma posição proeminentemente
alta com respeito à evolução humana, seus cargos
correspondem aos planos do Dharma mundial. Dotados
de Yoga Shakti (energia de união), seu trabalho se
relaciona com o processo temporal.
Nas escrituras Suddhas eles estão mencionados sob
uma divisão de quatro grupos:
1-
Pravritti Manus
2-
Nivritti Manus
3-
Suddha Manus
4-
Bhagavan Manu
O primeiro grupo, Pravritti Manus, são os
progenitores guardiões da humanidade em evolução. Os
Nivritti Manu dirigem os aspirantes pelo caminho da
abstração e subjetividade. Os Suddha Manus, são
dedicados ao ensinamento e propagação do Bhagavat
Dharma, ou seja, da suprema lei, possuindo para este
trabalho a visão do transcendente.
Finalmente Sri Bhagavan Narayana, que é aquele que
preside os três primeiros grupos, é considerado como
o Bhagavan Manu.
Cabe aqui ainda esclarecer que é estes grandes
Hierarcas também são qualificados individualmente
como “Manus”, pertencendo ao primeiro grupo de
Pravritti Manu os Manuputras também os Devas e
também os Senhores dos Sete Raios que são os
Saptarishis (mais conhecidos no Ocidente como
Mestres dos Sete Raios Ascencionados); pertencem
também ao grupo do Nivritti Manu os quatros Kumaras
que são: Sanaka, Sanadana, Sanatsuyata e Sanatkumara,
dos quais podemos afirmar que seus trabalhos vão
além de qualquer conhecimento e também são
reveladores da natureza que libera o ciclo de
nascimentos e mortes. Como Suddha Manus estão:
Kapila, Brahmayagna, Suvala e Narada.
Como Bhagavan Manu esta diretamente como já foi dito
representado por Sri Narayana nos seus quatro
aspectos (dimensões) que são: Narayana, Nara, Hari e
Krishna. Podemos então compreender definitivamente
que é este Narayana que encarna de tempo em tempo,
utilizando diferentes veículos, ou seja, corpo
material, de diferentes aspectos, para sustentar em
nosso sistema solar o Sanatana Dharma, ou seja, a
Lei Eterna e Transcendente.
Devo esclarecer que esta exposição compreende muitos
mais Seres do que aqui foi mencionado, sendo este
artigo apenas um esboço da literatura Suddha. Devo
afirmar também que estes Seres dependem das nossas
ações para estarem podendo nos ajudar, nos
encaminhando até um caminho de felicidade duradoura
cujo objetivo final será a liberação da nossa Alma
de acordo com o nível de consciência que teremos
condições de conquistar.
Pode ser que muitos de nós demoraremos séculos para
encontrarmos o caminho do aperfeiçoamento, mas mesmo
assim, estes Hierarcas possuidores do dom da
incomensurável paciência, amor e dedicação por nós
seus irmãos menores, estarão sempre atentos aos
nossos passos, ações e motivações de intenção, já
que para Eles o tempo não existe; o passado, o
presente e o futuro somente são o meio utilizado
para definirmos o nosso progresso individual.
Desejo a todos os leitores que o esplendor desses
Seres Divinos iluminem nossos corações nos trazendo
sempre mais conhecimento e humildade para
alcançarmos a Maestria da Consciência Cósmica.
Por Margareth Gonçalves (Devidasika)
*Diretora do Instituto de Cultura
Hindu Naradeva Shala.
*Emissária Instrutora do Ashram Sarva
Mangalam da Suddha Dharma Mandalam, SP.
*Asharamacharya reconhecida pela
Federação Internacional de Yoga.
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