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Dicas para viver uma vida mais
consciente, plena e equilibrada:
1.
Todos nós ao nascer, ganhamos um espelho. Este
espelho é, então, colado no nosso peito. E assim
vivemos toda a nossa vida, refletindo o outro e
vendo no (espelho do) outro o nosso reflexo. Hermann
Hesse disse : “ Se você odeia uma pessoa, odeia algo
nela que faz parte de você. O que não faz parte de
nós não nos incomoda.”
Viver considerando isto, vai desenvolvendo
nossa compaixão, nossa tolerância, nossa empatia e
nossa solidariedade para com as nossas fraquezas e
dificuldades e as dos outros.
2. Cem por cento do que somos e vivemos (inclusive o
que supomos ser acidentes) é fruto de nossas
escolhas e opções. Conscientes ou inconscientes.
Desta ou de outras vidas.
Viver consciente disto desenvolve nosso
discernimento e nossa responsabilidade para com a
vida, com as pessoas e com nossas atitudes.
3. Livre-se da culpa. A única função da culpa é
manter sua auto-estima baixa (por isso algumas
religiões fomentam a idéia da culpa para assim
manter poder). Transmute a culpa por
responsabilidade. Ninguém é culpado de absolutamente
nada, mas todos são completamente responsáveis por
tudo.
Viver assim te torna mais atento e cuidadoso
para com toda a existência.
4. Desenvolva a aceitação. Sempre que entramos em
contato com alguma dificuldade ou fraqueza nossa,
através de alguém ou de alguma circunstância,
normalmente o primeiro impulso da mente/ego é: ou
nos defendemos, negando e resistindo a entrar em
contato (muitas vezes entrando na irritação e na
revolta, geralmente imputando a culpa a alguém ou a
alguma coisa), ou entramos na condição de vítimas,
mergulhando na baixa auto-estima.
Aceite sua natureza humana como ela é e
aceite também a sua sombra. Entenda que você está
aqui na Terra para aprender e expandir sua
existência. Um Mestre hindu falou: “Errar, ter
defeitos, falhas, fraquezas, é seu direito.
Trabalhar para transmutar isso tudo é seu dever”.
5.
Tudo no Universo tem duas polaridades : yin/yang,
masculino/feminino, positivo/negativo, etc. As
emoções e os sentimentos também tem duas
polaridades: o outro lado da tristeza é a alegria,
do medo é a coragem, da raiva é a energia de
realização, do ódio é o amor e o perdão, da
ansiedade e da angústia é a calma e o centramento,
da baixa auto-estima é a confiança em si mesmo,
enfim, nosso grande trabalho de transmutação é estar
constantemente reequilibrando estas polaridades. Os
hindus diriam que devemos estar sempre transmutando
Tamas e Rajas em Sattwa, isto é, trazendo sempre os
pensamentos, sentimentos e atos densos , limitadores
e negativos, para as freqüências mais sutis.
Viver assim economiza um bocado de energia.
Considerando que tudo na vida é passageiro, é mais
inteligente procurar mudar a polaridade das coisas e
dar a volta por cima do que ficar naufragando
constantemente nos mesmos padrões psico-emocionais.
6. Desenvolva a neutralidade e a observação. Os
índios chamam isto de “visão da águia”: sair voando
de dentro do burburinho dos eventos e, de cima, com
uma perspectiva ampla, observar os acontecimentos
sem identificação ou julgamentos. Ou, em outro
exemplo: sair de dentro do rio caudaloso de nossa
vida - onde estamos imersos até o pescoço - sentar
na margem e observar. Quando dentro do rio, imersos
até o pescoço, qualquer ondinha nos parece um
vagalhão, mas quando nos sentamos à beira do rio, a
ondinha novamente vira ondinha, e aí podemos ter uma
perspectiva mais correta e um envolvimento menos
sofrido com as coisas.
Isto desenvolve uma profunda consciência da
relatividade dos pontos de vista e, por conseguinte,
o redimensionamento da nossa identificação e
envolvimento com a transitoriedade da vida.
7. Evite as comparações. Lembra do “jardim do
vizinho é sempre mais bonito” ? Ledo engano! Grande
armadilha! Mal sabemos que o vizinho ao olhar nosso
lado também pensa a mesma coisa sobre algum aspecto
de nós...
Considerar este fato, te livra do peso dos
julgamentos alheios e te torna mais centrado em teu
próprio eixo.
8. Os hindus dizem que todas as doenças que existem
- sejam físicas, emocionais, psíquicas ou
energéticas - derivam, de uma forma ou de outra, de
uma única doença: a ignorância de nossa natureza
real, a Unidade (eles chamam esta ignorância de
avidya e a Unidade de Brahman).
Toda a criação é uma grande web onde tudo é
interagente, interdependente e holográfico.
Realmente não estamos irremediavelmente presos a
tempo e espaço e às três dimensões (não só as
antigas tradições, mas a física quântica atual
afirmam amplamente esta questão). Considerando nossa
natureza una, saiba que não há nada fora de você que
você precise obter que já não tenha. Está tudo
dentro de você, todo o Universo. Você apenas precisa
relembrar sua natureza original, que está pulsando
em cada partícula do Universo, em cada pessoa, em
cada ser de cada reino. Todo amor, paz e felicidade
já estão dentro de você, sempre.
Você decididamente não é um pecador. Você não é uma
pedra bruta que precisa ser lapidada. Você já é uma
jóia pronta, maravilhosa, só que recoberta pela
poeira desta ignorância primordial.
Passar a considerar estas verdades milenares
em nossa vida cotidiana desenvolve nossa
co-participação consciente no Universo nos seus mais
diversos níveis de existência.
9. Todo o Universo é consciente ! Cada pessoa, cada
animal, cada planta, cada pedra, cada célula, cada
átomo, cada galáxia... A consciência não é um
privilégio do cérebro humano, que é apenas um dos
veículos onde esta Consciência se expressa. Esta é a
chamada onipresença e onisciência de Deus. Os índios
têm formas sofisticadas de entrar em contato e
interagir com a consciência subjacente à Natureza.
Viver considerando este fato torna tua vida
muito mais respeitosa, consciente e responsável.
10. Quando a vida nos apresenta algum evento
desconfortável, algum obstáculo ou algum confronto,
normalmente o que é acionado em nosso corpo/mente é
o “automático” lutar ou fugir. A adrenalina está
sempre pronta para desencadear ação. Mas a verdade é
que na maior parte das vezes não seria necessário
lutar nem fugir, bastaria relaxar e observar, e a
partir daí agir com consciência, ou então deixar os
acontecimentos se desenrolarem naturalmente. Vamos
investir mais nas endorfinas! Faça Yoga ou
TaiChiChuan!
Desta forma, em todos os níveis e setores da
nossa vida, podemos integrar firmeza e
simultaneamente relaxamento – só firmeza gera
rigidez e só relaxamento gera moleza !
11.
Adote a pergunta : “O que é que eu tenho que
aprender com isso?”. Todas (todas mesmo) as coisas
que nos acontecem, vem para nos ensinar. A vida está
sempre fazendo suas arrumações para que possamos
aprender e evoluir. Por isso alguém já disse:
“cuidado com o que você deseja pois pode
acontecer!”. Nós costumamos achar que quando pedimos
à Deus alguma virtude, Ele vai milagrosamente
introduzir esta virtude em nossa mente e de repente
ficamos pacientes, ou disciplinados, ou tolerantes.
Provavelmente o que a vida fará é te proporcionar
situações que vão te fazer desenvolver aquela
virtude. Se você pediu paciência, provavelmente vai
atrair pessoas que vão te fazer perdê-la, e aí é que
estará o seu aprendizado.
Então, sempre que as pessoas ou as circunstâncias te
trouxerem desconfortos ou incômodos, ao invés de se
revoltar, se ofender ou se entristecer, ou ainda,
achar que a culpa é do outro, pergunte à Vida o que
esta situação está te obrigando a trabalhar, que
virtudes e qualidades você está tendo que
desenvolver para lidar com isso de forma harmônica e
equilibrada.
Este procedimento com certeza vai aumentar
enormemente a qualidade de nossa consciência e a
conseqüente percepção dos movimentos da vida e do
seu sentido.
12. Gastamos grande tempo mental ficando angustiados
por um passado que não podemos mais mudar e/ou
ficando ansiosos por um futuro que ainda não chegou.
Outra grande parte, ainda, gastamos sonhando
acordados, delirando os nossos sonhos e desejos. E
aí duas coisas ocorrem: uma: sobra pouco tempo para
a consciência do aqui-e-agora, o presente, que é
onde efetivamente a vida acontece; duas: quando
precisamos da mente para as coisas que ela foi feita
para funcionar – a nossa vida humana diária – esta
mente tem dificuldade em se concentrar, em estar
presente, inteira, poderosa, centrada.
Concentrando-nos no presente desfrutamos
mais da vida. A meditação é um ótimo treinamento
para aprender a viver no presente, nos livrando das
pré-ocupações e desenvolvendo uma mente
verdadeiramente eficiente.
13.
Infelizmente, ainda vivemos sob a ideologia do
“ganha-perde”, ou seja, temos muito incutida em
nossa cultura a idéia de que para se ganhar alguém
precisa perder. É assim que se construiu, por
exemplo, o sistema capitalista. Também é seguindo
esta filosofia que está-se destruindo nosso planeta.
E é desse ganha-perde que estão impregnadas as
nossas relações (lembra da lei de Gérson?). Não só
no sentido profissional e financeiro, mas também no
emocional e no afetivo.
É urgente reimplantar-se o “ganha-ganha” nas
relações interpessoais e nas relações do homem com a
Natureza. Não existe nenhuma possibilidade de ganho
real para nada nem ninguém, em nenhum setor da vida,
se este ganho for obtido em detrimento da perda de
alguém ou de alguma coisa. Na visão oriental, o
Karma Yoga é a técnica que visa reeducar o homem e a
sociedade para a verdadeira forma de ganhar.
Este procedimento simples pode transformar
toda a perspectiva que temos em relação à vida,
entendendo e vivendo na prática a grande lei
universal de causa e efeito.
14.
Atente para a sincronicidade. Uma escritura hindu
diz : “Nenhuma folha de grama se mexe sem uma
razão”. Nada é casual, mas tudo é intrinsecamente
causal. Um outro Mestre disse : “nós falamos com
Deus através da oração, e Ele nos fala através da
sincronicidade”. O Dr. Jung percebeu que era esta
qualidade da Criação que fazia com que as artes
divinatórias (I Ching, Tarot, Runas, Búzios)
funcionassem. Todo o Universo é Um, portanto tudo é
interrelacionado. E a Lei do Karma é quem disciplina
este interrelacionamento. Atente para os sinais! O
tempo todo o Universo está interagindo com você!
Estar atento à sincronicidade desenvolve a
intuição e a expansão da percepção do movimento
consciente e multidimensional do Universo.
15.
E finalmente – e sobretudo - “não faças aos outros o
que não queres que te façam” ainda é a regra de
ouro.
Viver integralmente assim te torna
efetivamente consciente, pleno e equilibrado.
Ernani Fornari (Dharmendra)
http://www.geocities.com/yogaterapia/
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